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A Copa do Nordeste chega ao momentos finais e aquela ansiedade impera nos corações do torcedor tricolor que deseja muito que  o Bahia avance para as finais, já que os últimos dois títulos do tricolor aconteceu em 2001 contra o próprio Sport e um ano depois contra o rival ECV, ou seja a seca por uma conquista regional incomoda a grande nação apaixonada.




Em 2013 e na temporada anterior a atual, o Bahia sequer classificou-se na fase de grupos e de quebra foi goleado por equipes de menor expressão, como por exemplo contra o CSA no Rei Pelé, naquela oportunidade o placar anotado foi 4 a 1 em favor dos alagoanos. É bem verdade que o time não ajudava muito, uma frágil marcação e com pouca variabilidade de jogadas que resultavam na ineficaz produção ofensiva, e os adversários só faziam agradecer por isso.


Mudaram todo organograma da diretoria e com ela os anseios por resultados melhores para o clube, propuseram novamente para o torcedor a escolha do presidente de forma direta e a construção de um elenco competitivo para as difíceis missões pela frente, tal qual enumeramos por Campeonato baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e o objetivo maior é retornar á serie A. No primeiro ato, o tricolor encontra-se na semi -final do certame estadual e com vantagem para decidir em casa a vaga para final, e na competição regional da mesma forma.

Contudo para a grande decisão desse domingo, quem vai decidir se o esquadrão vai ou não em busca do tão sonhado título, está na responsabilidade de um certo alguém que diversas vezes passou apuros nos derradeiros momentos : A torcida.

Nesses dias chuvosos na capital baiana, ela tem sido a prova de um sentimento nobre e na obsessão de querer ver o seu time do coração, voltar a ser o seu orgulho que esteve ferido por culpa de péssimas gestões e de jogadores sem comprometimento com a instituição tão venerada por milhões, sendo consagrada pelos títulos de 1959 e 1988, este comandado pelo mestre Evaristo de Macêdo. Até a última parcial divulgada pela assessoria da Arena Fonte Nova, foram comercializados mais de 33 mil bilhetes sendo que 41 mil estão a disposição do público, isto é a grande tendência é que no domingo faremos uma belíssima festa com direito a mosaico promovido pela organizadas do Bahia.




Agora com vocês, sejam o alento nos 90 minutos e preparem a garganta para entoar os cantos e principalmente o hino mais bonito que as arquibancadas puderam ter o privilégio de escutar, afinal como diz o trecho "Ninguém nos vence em vibração" e completo com "Vamos serás o vencedor".

Ser Bahia é um orgulho que nem todos podem ter!



Por : Lucas Cezar
Twitter: @lukinhascezar91
Imagens : Flog do Bahia/ Itaipava Arena Fonte Nova






No domingo passado o Bahia garantiu a classificação para a próxima fase do campeonato baiano que antecede a final. A equipe do Amor de Aço fez a cobertura do jogo e além de um bate papo dos integrantes e de entrevistas com jogadores, fez questão também de ouvir o que os torcedores presentes na Arena Fonte Nova tinham para falar. Confira abaixo mais um vídeo do nosso canal no youtube:


Gostou do vídeo? Quer assistir outras matérias do Amor de Aço? Então inscreva-se já no nosso Canal: Youtube.com/AmordeAco



Na manhã da última segunda-feira a equipe do Amor de Aço realizou uma entrevista com o jornalista esportivo Darino Sena, comentarista de futebol da TV Bahia. Em um papo descontraído com o jornalista esportivo, fizemos perguntas sobre escolhas profissionais, o Bahia dentro e fora de campo e muitos mais. Confira tudo na íntegra a seguir:

[Amor de Aço] O que te fez escolher o jornalismo, especialmente a área esportiva?
Darino: Na verdade o que me fez escolher o jornalismo foi o amor pelo futebol. Eu queria trabalhar com futebol de qualquer maneira. Era uma obsessão. Tentei ser jogador, mas a verdade é que sou péssimo. (risos) Tentei de tudo. Ser zagueiro, goleiro, atacante... Fiz peneiras em Bahia e Vitória. Mas vi que não tinha talento, me conformei com e fui em busca de algo que tivesse afinidade. Fiquei com dúvida entre duas coisas: educação física e jornalismo. Na primeira, poderia ser preparador físico ou treinador. Mas sempre tive mais afinidade com comunicação. Sempre gostei de ler muito, me informar sobre o esporte. Só não imaginava que ia chegar na televisão. Tive experiências em rádio e internet, mas nunca planejei ser comentarista. Na infância, meu sonho era ser narrador. Eu até pratiquei muito isso jogando botão (risos). Mas as coisas foram acontecendo e aqui estou.

[Amor de Aço] Você aceitaria sair hoje da TV para fazer parte de um projeto novo em algum clube?
Darino: Não. Estou focado na minha carreira na TV. Já trabalhei no próprio Bahia por seis anos. Foi uma experiência maravilhosa. Trabalhei no Vitória, também na assessoria de imprensa. Foram etapas fundamentais para o meu crescimento profissional. Mas já tem cinco anos que sou comentarista. Estou feliz. Conquistei meu espaço e pretendo seguir assim.

[Amor de Aço] Se você estivesse à frente no comando do Bahia, qual seria suas ações quanto ao futebol?
Darino: Primeiro, não tenho essa pretensão. Mas sobre o futebol do clube, me agrada o que a atual gestão tem feito nesse início. Valorização da base, contratações dentro da realidade financeira do clube, time com uma filosofia de jogo ofensiva, um resgate de um estilo que marcou o Bahia nos grandes momentos de sua história. Torço pra que continue nesse caminho.



[Amor de Aço] Falando sobre a chegada de Avancini, novo diretor de Marketing do clube, o que você acha desse nome e o que espera dele?
Darino: Gostei muito dessa contratação. Esse cargo normalmente é ocupado por indicações políticas e não pela capacidade técnica. O Bahia fez diferente. Avancini dispensa apresentações. Fez um belíssimo trabalho no Internacional. Bacana também a atitude de ir lá e tirá-lo de um clube do tamanho do Inter. Agora estou na expectativa do que ele vai fazer. Se vai mesmo implementar as mudanças pra fortalecer o projeto de sócios do Bahia e alavancar receitas. O Bahia nunca teve um plano de sócios satisfatório. Esse é o desafio. Ainda é muito cedo para fazer uma avaliação. Mas a chegada dele mostra que finalmente o clube encara o sócio-torcedor como prioridade.

[Amor de Aço] Sobre a questão da torcida do Bahia não ser tão presente na Arena, você acredita que se deve ao quê? 
Darino: Primeiro vamos fazer uma autocrítica aos times do Bahia nesses anos de arena: foram horríveis. Estreou no estádio em 2013 tomando goleadas históricas do Vitória. No segundo semestre, sofrimento e quase caiu. Veio 2014, chegou a ganhar o Baiano, mas foi um desastre na Copa do Brasil e Nordestão, além de ter sido rebaixado. O torcedor não é burro. Não vai sair de casa para ver um espetáculo ruim, ainda mais com a comodidade de assistir pela televisão. Com o futebol europeu tão próximo do nosso dia a dia, num nível de excelência muito superior ao nosso, o torcedor ficou ainda mais exigente. A política de preços da Fonte Nova, no começo, foi equivocada. Mas eles têm feito esforços pra rever isso, com promoções, redução de valores. O que tem que melhorar é o acesso, principalmente a compra de ingressos na bilheteria, pouco antes da bola rolar. A gente houve reclamações constantes do torcedor. O pessoal da arena culpa a falta de antecipação na compra. Mas isso é um hábito da torcida baiana. Não vai mudar a curto prazo. A Fonte Nova tem que se adaptar. Mas, repito: o principal fator da baixa presença de público sem dúvida ainda é a desconfiança. É uma herança maldita dos péssimos times que o tricolor teve que aturar nos últimos anos.



[Amor de Aço] O Elenco desse primeiro semestre, quais os pontos negativos e positivos que você já enxerga?
Darino: Ainda não dá para ver todas as deficiências do elenco do Bahia, porque ele ainda não foi testado contra times do nível de dificuldade que vai enfrentar na Série B, por exemplo. Mas já dá pra notar que falta um zagueiro para fazer dupla com Titi. Chicão, Thales e Adriano Alves não se firmaram. A esperança é o garoto Robson, que tem feito bons jogos. Nas laterais, Tony me surpreendeu, mas não tem substituto, já que Railan não volta tão cedo. Na esquerda, Carlos tem potencial, mas ainda é “muito verde”. Patric também não parece estar pronto. Já no setor ofensivo, o Bahia vai precisar contratar um centroavante ao menos pra compor o elenco. São muitos jogadores de velocidade, que atuam pelos lados. Falta um definidor no banco. Léo Gamalho não vai jogar todos os jogos. Kieza a gente não sabe se vai renovar. Na base não gente com esse perfil.

 [Amor de Aço] E a tática do time em campo, o que você destaca de Sérgio Soares como influência disso?
Darino: Futebol hoje é posse de bola, troca de passes, variação tática. Por ora, o Bahia tem mostrado isso. Mas, repito, faltam grandes testes. O nível dos adversários que o tricolor enfrentou até agora prejudica uma avaliação do real potencial do time de Sérgio Soares. O principal desafio do Sérgio é manter essa mentalidade ofensiva e achar um equilíbrio, pra que o Bahia não fique vulnerável a contra-ataques, principalmente jogando em casa, por exemplo. Independentemente do que aconteça daqui pra frente, já é positiva essa preocupação do técnico em implementar uma filosofia ofensiva, uma tradição do clube que acabou se perdendo nos últimos anos. Outro mérito do treinador foi a flexibilidade quanto a forma de jogar. Ele começou jogando de um jeito, mas foi conhecendo o elenco e adaptou a equipe às características dos melhores jogadores. Encaixou o trio Léo, Maxi e Kieza graças a essa sensibilidade.

[Amor de Aço] Sobre Jeanzinho, hoje ele é titular do time e tem na concorrência Omar e Douglas Pires que são bons goleiros também. Será que ele se manterá assim até o final da temporada?
Darino: Ele é um goleiro muito promissor, mas acho muito precoce essa titularidade. Ele não está pronto ainda e o Bahia não pode correr o risco que “queimar” um menino tão talentoso. Foi ótima essa experiência dele, pra mostrar serviço, pra mostrar que tem futuro, pra ganhar confiança nessa fase final da formação dele. Mas o Bahia tem outros dois goleiros mais experientes e de ótimo nível técnico, que são Omar e Douglas. Meu titular seria Douglas. Essa oferta de bons talentos na posição tem muito a ver com o preparador de goleiros Ricardo Palmeira, que está há muito tempo no Bahia e é um dos principais craques do futebol brasileiro na função. Conheço bem o trabalho de Ricardo. Ele é excepcional.

[Amor de Aço] E a ida dele para a Seleção, qual a sua análise?
Darino: Merecida e importante. Ele deve perder a vaga no time por causa disso, mas é o que eu falei, o Jean ainda é um goleiro em formação. A ida dele pra seleção dá visibilidade a ele e ao trabalho de base o clube, além de abrir uma brecha pra Douglas se firmar, sem desgastar o Jean.

[Amor de Aço] Quais as causas das oscilações dos dois principais garotos vindos da base (Bruno Paulista e Rômulo)?
Darino: Absolutamente natural. Eles ainda não estão ai para resolver e sim para compor. Sérgio entendeu isso e tirou o peso dos dois quando ficaram muito expostos à pressão. Desde que Rômulo saiu, o time vem dando certo com os três atacantes. Agora, quando ele entra, tem menos responsabilidade e mais tranquilidade pra jogar o que sabe. A saída de Bruno Paulista, num primeiro momento, entendi, mas agora não se justifica. Ele é acima da média nesse elenco do Bahia. Pela característica dele, que é um cara que marca forte e tem qualidade no passe, uma boa chegada à frente, Bruno é fundamental pro equilíbrio tático que Sérgio tem buscado. Bruno caiu de produção um pouco no começo do ano, mas já voltou a jogar bem. No meu time, ele não seria reserva de jeito nenhum. Bruno tem que ter uma sequência pra se firmar como bom jogador que ele promete ser. Tem que jogar.

[Amor de Aço] Foi dito muito sobre a volta de Ávine tempos atrás e agora não temos mais notícias, você acredita que ele ainda retorna aos gramados?
Darino: Ávine é um cara que eu conheço há 15 anos. O vi jogar a primeira vez ainda no juvenil, num time que tinha Bruno César e Danilo Rios. Ávine é um símbolo no Bahia, mas eu não acredito que ele volte. Pelas informações de pessoas do próprio clube, é muito difícil. Espero que ele termine o contrato e que possa trabalhar de alguma forma no Bahia. Achei muito bacana a atitude do clube com ele, de renovar contrato, mantê-lo em contato com o elenco, a comissão. É um reconhecimento importante por tudo que ele fez.

[Amor de Aço] Sobre o Campeonato Baiano, hoje temos uma fórmula como os demais no Brasil. Você acha que pode ser feito uma alteração para que deixe ele mais atraente?
Darino: É preciso ter algo que equalize esse primeiro semestre, tanto para os times grandes como para os pequenos.  De repente, fazer um Campeonato Baiano que comece desde o ano anterior ao invés de ter a Copa Governador do Estado no segundo semestre. Seria uma fase classificatória pra reta final, com Bahia e Vitória, no início do ano. Você manteria os clubes menores em atividade por mais tempo e valorizaria a disputa entre eles, premiando as fases preliminares com vagas em competições nacionais, como o Nordeste, Copa do Brasil e Série D. Ao mesmo tempo, Bahia e Vitória teriam mais tempo de pré-temporada e um calendário mais folgado.

[Amor de Aço] E quanto ao Brasileirão, manteria como está ou mudaria?
Darino: Ao contrário da maioria absoluta dos meus colegas de imprensa, sou radicalmente a favor do “mata-mata”. Da forma que eu gostaria, seriam só mais seis datas no calendário. Bastaria reduzir o Estadual um pouco. Manteria o turno e returno, com os 20 times, todos contra todos. Os oito melhores iriam para o mata-mata das quartas, semis e finais. A volta do mata-mata é a redemocratização do sonho de ser campeão brasileiro. Com o disparate econômico cada vez mais acentuado entre os clubes grandes e médios, nós do Nordeste não podemos nem sonhar em ser campeões brasileiros, como Bahia já fo um dia. A disputa fica limitada a uma panelinha. O campeonato fica previsível e chato. O argumento de que a fórmula deixa de valorizar quem tem mais estrutura é falso. Esses sempre vão chegar. Mas o mata-mata abre a possibilidade pra outros também pleitearem a taça de vez em quando.




Numa boa orquestra para que a música tenha um excelente tom, necessita-se de que o maestro encontre a afinação e saiba conduzir o grupo. Mas isso não é o bastante, encontrar a perfeita sintonia demora um pouco e requer um conhecimento sobre cada componente e que o resultado seja satisfatório e o público se renda aos aplausos.

E foi assim na Fonte Nova, o Bahia soube trabalhar bem a bola e foi cirúrgico no que diz respeito as fragilidades do adversário, que praticamente assistiu a partida o tempo inteiro e sequer exigia uma grande defesa do Jean. A disciplina tática construída por Sérgio Soares, permitia uma miscelânea de jogadas que envolvia o sistema defensivo do Feirense, uma constante troca de posições e naquela tarde o tricolor se inspirou na técnica e fluidez do futebol alemão.

Os gols começaram a surgir de forma rápida e demonstrando o entrosamento no trio ofensivo. Nos três primeiros tentos anotados por Léo Gamalho, o atacante Kieza  participou de todos, exibindo o famoso papel de garçom e tendo noção de posicionamento do companheiro . Outro ponto a destacar é a dinâmica que Tiago Real dá ao meio campo, sendo um bom termômetro que sabe a dose certa de marcar e sair para o jogo, por outro lado Souza possui uma visão bem apurada e serviu Kieza no momento do quarto gol tricolor.



No segundo tempo  um pequeno erro que é costumeiro quando o placar está dilatado, aquele tal comodismo. Foi assim que a equipe de Feira de Santana diminuiu o marcador, a zaga cochilou e Antônio Carlos no rebote de Jean, fez o primeiro gol no campeonato baiano.  Foi só para acordar para voltar aos eixos, porque 3 minutos depois o zagueiro Róbson afastou e a bola sobrou para Kieza sem marcação para tocar na saída de Gutierre, o segundo do K9.

Faltava alguém balançar as redes e como vem se esforçando o argentino. Rômulo que havia entrado no lugar de Kieza, acerta um belo passe para Gamalho que chuta, porém a bola acerta a trave e na sobra Maxi Biancucchi deixa o seu.

Acabou?! , nada disso e novamente o garoto da base participa do lance. O camisa 20 deixa Willians Santana livre e chuta entre as pernas de Gutierre e decretar a maior goleada desde que a Arena foi construída.


Curtas: 

- A mulherada presente na Fonte Nova foi pé quente, vale o registro.

-  Maxi, Kieza e Léo Gamalho, mais afinados do que nunca. Que seja assim, sempre.

- Uma boa partida de Tony, vem crescendo a cada jogo. Entretanto, o jovem Carlos não acertou muita coisa e merece ser questionado.

- Apesar do placar, o Bahia carece de primeiro volante ( aquele mais pegador, raçudo) e laterais. Todos os jogadores desse setor possuem características ofensivas e  deixam a defesa muito exposta, cuidado.


Por : Lucas Cezar
Twitter : @lukinhascezar91
Imagens : Bahia Notícias e Will Vieira ( ECBahia/Divulgação)









Virou rotina pelo menos nessa temporada em que o Bahia precisa suar para construir o resultado. É claro que para vencer precisa batalhar, mas se tratando de adversário com pouca tradição e a técnica não tanto apurada, a expectativa de jogar tranquilamente tem-se reduzido de forma declinante, basta observar os jogos contra Campinense, Catuense e ontem contra o Globo-RN.

Nesse magro triunfo por 1x0 existem pelo menos dois erros simples que se tornam graves, o passe e a finalização. O tricolor até constrói boas jogadas e faz uma boa transição entre o meio e o ataque, principalmente com Thiago Real e Souza, mas quando a bola chega nos pés do trio Kieza, Gamalho e Maxi, nem sempre é a certeza do gol acontecer ou exigir uma grande defesa do goleiro, é preciso um ajuste nessa questão e o papel de Sérgio Soares pode mudar essa realidade.

O segundo tempo era preciso qualificar as investidas e minimizar os erros da etapa inicial. Mais uma vez Léo Gamalho não produziu o esperado e entendo que o "Samurai " é o reserva imediato de Kieza, sendo assim a sua titularidade começa a ser questionada. Por outro lado Bruno Paulista atuou como um homem fixo na marcação deixando Souza e Real mais soltos, e com isso o rendimento do garoto foi insuficiente e só foi corrigido quando foi substituído por Rômulo, começando a reorganizar o setor, trazendo Souza para contenção das jogadas e Willians para fazer um das funções de armador, tendo maior volume de jogo.

Há de se destacar a melhora significativa do lateral Tony e da raça do argentino Maxi Biancucchi. O primeiro após a grave lesão de Railan, tem sido uma espécie de válvula de escape e participa em todos os contra-ataques, mas não invalida a procura por um lateral. Já o baixinho que foi destaque no Bavi, está com apetite de gols e demostra querer fazer um 2015 diferente na sua carreira .

E a base mostrando seu valor e salvando o esquadrão de um empate chato. Na troca de passes entre Zé Roberto e Maxi, o camisa 19 cruzou e Rômulo de primeira para balançar as redes e o grito de gol entalado na garganta. O Bahia teve outras chances de ampliar com o próprio Zé Roberto,  na primeira ele driblou o goleiro e chutou para redes do lado de fora, e na segunda recebeu belo passe de Kieza e isolou.

Que no domingo a pontaria melhore de vez...BBMP!!

Curtas: 

- Tony e Maxi Biancucchi evoluiram bastante, estão de parabéns.

- Destacar a intensidade do Bahia em campo. A procura pelo gol é constante e a raça dos jogadores é visível, é o fruto do bom trabalho da comissão técnica.

- Para domingo e no restante dos jogos, Rômulo já merece voltar a ser titular.


Por: Lucas Cezar
Twitter : @lukinhascezar91
Imagem : Zé Roberto/ECBahia/Will Vieira




A torcida está convocada para ajudar o Bahia em mais uma missão importante. Já estão a venda os ingressos para a partida dessa quinta-feira (5) contra o Globo-RN na Arena Fonte Nova, válida pela Copa do Nordeste na qual o tricolor é o líder do seu grupo. Os bilhetes podem ser adquiridos nos balções da Ticketmix nos shoppings Paralela, Salvador e Shopping da Bahia. A outra opção é a compra pelo site da Fonte Nova.

Os preços foram mantidos e garanta já o seu, a presença da nação é muito importante, confira :


- Sócios do Bahia adimplentes seguem com o desconto de 50% no valor referente aos ingressos de inteira.

Veja os preços:


 
Setor Promocional: R$ 30/15
Leste:  R$ 50/25
Norte: R$ 44/22
Oeste: R$ 60/30
Lounge Premium: R$ 140
Setor Visitante (Globo-RN): R$ 44/22


Imagem : Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia






O técnico Sérgio Soares não contará com o  Titi e o Wilson Pittoni, para o jogo decisivo contra o Feirense, no próximo domingo na Fonte Nova. O paraguaio foi expulso no lance polêmico com o atacante Neto Baiano, do atual vice campeão baiano, enquanto que o zagueiro e capitão do time cumprirá suspensão devido ao terceiro cartão amarelo.

Ambos os jogadores retornaram a equipe nos próximos jogos da fase seguinte, porém para esse jogo o lateral Carlos, o zagueiro Thales e os atacantes Kieza e Zé Roberto estão pendurados com dois cartões amarelos.


Imagem:  Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia




Todo clássico tem um tempero especial, digamos que a rivalidade é mais aflorada até porque perder o primeiro Bavi do ano ficará marcado pelo resto da temporada. Foi nesse contexto que Bahia e ECV mediram forças ontem a tarde no Barradão e o placar foi até certo ponto aceitável, porém o tricolor se fosse mais feliz em algumas chances que lhe foi proporcionado, fatalmente os 3 pontos fariam com que subisse na tabela e dormiria líder do certame estadual.

A polêmica começou quando anunciava a formação tática do esquadrão, na qual o contestado Raul ocupou a vaga de Carlos, oriundo da base e a manutenção de Tiago Real e Pittoni no meio campo para a saída de Bruno Paulista e Rômulo. Logo nos minutos iniciais, o Bahia tomou as rédeas da partida e buscava a todo momento pressionar a defesa do rival, contudo o goleiro Fernando Miguel seguia salvando os mandantes e evitava que a equipe de Sérgio Soares balançasse as redes.

Uma das principais falhas desse atual elenco, é a ausência de proteção para Titi e Thales bem como a liberdade dada por Raul a Nino Paraíba e Rogério, e foi assim que o ECV  abriu o marcador no chute forte de Neto Baiano, aproveitando o rebote dado por Jean. Com a vantagem construída, o adversário que era a vítima das investidas do Bahia, era o protagonista das ações e percebia que os visitantes sentiram o baque e as jogadas que antes fluíam, já não mais surtia efeito e parecia aceitar o controle do rival.

Eis que inicia o show de diversão proporcionado por Jaílson Macêdo Freitas. Num lance praticamente sem tanta emoção, Neto Baiano divide a bola com Pittoni de forma mais agressiva e os dois atletas pareciam ser esportistas do UFC, o paraguaio atinge de forma intencional o atacante do ECV  e é expulso de forma correta. Mas se observar o fato com maior atenção, percebe-se que Neto havia participado do momento com a perna sob a bola, de maneira bastante imprudente e sendo assim o "red card" deveria ser aplicado para ambos os jogadores.

Na segunda etapa o Bahia retornou em busca do empate, enquanto que o ECV pouco produzia mesmo com o benefício numérico e sequer assustava os defensores do tricolor. Entendendo o cenário do jogo, Sérgio faz duas alterações no time, pondo  Willians Santana e Bruno Paulista nas vagas de Léo Gamalho e Souza, respectivamente. O ímpeto cresceu e gol não tardou acontecer, Kieza se livra da marcação e bate forte, Fernando Miguel faz espetacular defesa e espalma pro alto, Maxi Biancucchi aproveita o erro de Euller e sobe de cabeça para marcar contra seu ex-clube, pela primeira vez desde sua transferência para o tricolor baiano.



Novamente os papéis se invertem e o Bahia volta a mandar no gramado. Com a entrada de Rômulo no lugar de Maxi, o garoto da base teve várias  oportunidades de virar o placar, no entanto errou o alvo. Até os acréscimos foram emociantes para nação tricolor presente no estádio, na cobrança de falta muito perigosa de Jorge Wagner, e Jean bem colocado fez uma ótima defesa, dando números finais ao maior duelo do norte e nordeste.



Curtas: 

- Sérgio Soares continua com seu equívoco e parece não confiar no talento que tem em casa. Nesse clássico, tanto Bruno Paulista e Rômulo com menções honrosas para Willians Santana, mudaram a cara do jogo e permitiram a reação do tricolor em Canabrava.

- Léo Gamalho foi ineficiente e estava bastante off-line em campo. Cadê a fama de artilheiro do Brasil no ano passado?! ...Atacante vive de gols.

- E a lei do ex vigou no Barradão. Foi a segunda vez em 2015 que Maxi salva o Bahia quando o placar está desfavorável, foi assim contra o Globo e ontem calou a torcida rival.

- A bola murcha vai para os maus-tratos para com a torcida do Bahia, que para ter acesso as arquibancadas do estádio, precisava passar por um "curral" e sequer tinha alguma visibilidade em caso de emergência. E fora as brigas das organizadas nos arredores do estádio, até quando essa selvageria?!

- Nota zero para a arbitragem de Jaílson Macêdo Freitas.

Por : Lucas Cezar
Twitter : @lukinhascezar91
Imagens :  Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia e Bahia Notícias.





No decorrer da semana, para aumentar o clima da paz entre as torcidas na semana do clássico Ba-Vi, dirigentes de Bahia e Vitória se reuniram em restaurante da capital baiana. De um lado, Marcelo Sant'Ana, o vice Pedro Henriques e o diretor de mercado Jorge Avancini. Pelo rubro-negro estavam o presidente Carlos Falcão, Epifânio Carneiro e Ricardo David. O encontro não foi útil apenas para falar do jogo deste domingo (1º), no Barradão. Os dois clubes, em uma ação em conjunta, também selaram uma novidade que será apresentada aos torcedores antes do início do jogo: novo patrocínio. Bahia e Vitória, ao entrar em campo, vão estampar na omoplata das camisas a marca do Guaramix.
O produto Guaramix, atualmente, é produzido pela Mix do Brasil. A empresa carioca, localizada na Zona Oeste, também como principal objetivo a produção de bebidas com sabor de frutas. Não é a primeira vez que o Guaramix, bebida que mistura açai, guaraná e ginseng, estará estampado na camisas de grandes clubes do futebol brasileiro.

A marca Guaramix, por dois anos, era colocada como patrocinadora das camisas de Atlético Mineiro e Cruzeiro, na posição da omoplata (acima do escudo e da marca do fornecedor de material esportivo). A empresa deixou de ser parceira do galo, mas segue no atual bicampeão nacional, mas sem a exposição na camisa de jogo. Os detalhes do acordo entre Guaramix e a dupla Ba-Vi serão anunciados pela diretoria dos dois clubes momentos antes do clássico deste domingo (1º), no Barradão, inclusive o tempo de contrato do patrocínio.






O tricolor vinha de um resultado negativo diante da Jacuipense e a tabela de classificação denunciava que precisava de algo mais e que a 8ª colocação não condizia com a preparação na pré-temporada e com os investimentos feitos pela diretoria em fazer um elenco competitivo, o que na teoria ficou distante da prática.

Pouco mais de 3.209 torcedores foram á Fonte Nova no triunfo por 2x0 contra a Catuense que pouco assustava e permitia as investidas do Bahia na partida, mas o pouco aproveitamento dos atacantes contribuíram para que uma goleada não acontecesse e que poderá fazer falta em outro momento do campeonato, isso se o título for decidido em saldo de gols. No primeiro tempo a equipe de Sérgio Soares envolveu o adversário com bons toques de bola e a transição de jogadas construídas no meio campo, municiava Kieza, Léo Gamalho e Maxi que a todo momento causava um tormento para o goleiro Enéas.

E a noite também foi de desencantos. Após grande expectativa pela sua chegada ao esquadrão, enfim Léo Gamalho balançou as redes e comemorou ao estilo "samurai" o qual rendeu apelido ainda na época do Santa Cruz, bem posicionado recebeu cruzamento de Kieza e com o gol escancarado só foi chutar e sair para o abraço. O Bahia com o tento marcado criou maior volume de jogo, mas a pontaria não estava calibrada e Souza juntamente com Maxi Biancucchi desperdiçaram chances incríveis de dilatar o marcador, causando certa irritação ao torcedor.




De tanto pressionar, o segundo gol era questão de tempo e com as bobeiras do sistema defensivo da Catuense, a missão de causar alegria  seria brevemente cumprida. Léo Gamalho dominou dentro da área e viu Kieza se aproximar, dessa vez foi solidário com o amigo e lhe deu assistência para K9 estufar as redes no fim da etapa inicial.

Com um placar favorável e construído de forma tão fácil, o segundo tempo não poderia ser diferente e causou aquela perspectiva de um festival de gols, já que era a arena das goleadas da Copa do Mundo, a tendência poderia ser essa, infelizmente deixou a desejar. O Bahia abusou de perder gol e o jogo virou um ataque contra defesa e cada lance desperdiçado, a sensação é de que será que existe treinamento para finalização? ...Só a comissão técnica para explicar.

Que todos os gols perdidos sejam marcados no Bavi de domingo, amém?!. Até lá compre seu ingresso e iremos juntos invadir a casa do rival para apoiar o esquadrão de aço com toda garra, afinal ninguém nos vence em vibração.Bora Baêa!!


Curtas:

- Maxi, Kieza e Gamalho estavam em perfeita sintonia e ditaram o ritmo do ataque tricolor.

- Contra a Campinense foi assim e ontem não foi diferente, passou da hora de caprichar na pontaria.

- Tiago Real não complica, porém não produziu muito. O paraguaio Pittoni continua na curva de declínio, segue sumido no jogo.

- Um Bahia paradoxal : Bom no primeiro e péssimo no segundo.



Por: Lucas Cezar
Twitter: @lukinhascezar91