A polêmica começou quando anunciava a formação tática do esquadrão, na qual o contestado Raul ocupou a vaga de Carlos, oriundo da base e a manutenção de Tiago Real e Pittoni no meio campo para a saída de Bruno Paulista e Rômulo. Logo nos minutos iniciais, o Bahia tomou as rédeas da partida e buscava a todo momento pressionar a defesa do rival, contudo o goleiro Fernando Miguel seguia salvando os mandantes e evitava que a equipe de Sérgio Soares balançasse as redes.
Uma das principais falhas desse atual elenco, é a ausência de proteção para Titi e Thales bem como a liberdade dada por Raul a Nino Paraíba e Rogério, e foi assim que o ECV abriu o marcador no chute forte de Neto Baiano, aproveitando o rebote dado por Jean. Com a vantagem construída, o adversário que era a vítima das investidas do Bahia, era o protagonista das ações e percebia que os visitantes sentiram o baque e as jogadas que antes fluíam, já não mais surtia efeito e parecia aceitar o controle do rival.
Eis que inicia o show de diversão proporcionado por Jaílson Macêdo Freitas. Num lance praticamente sem tanta emoção, Neto Baiano divide a bola com Pittoni de forma mais agressiva e os dois atletas pareciam ser esportistas do UFC, o paraguaio atinge de forma intencional o atacante do ECV e é expulso de forma correta. Mas se observar o fato com maior atenção, percebe-se que Neto havia participado do momento com a perna sob a bola, de maneira bastante imprudente e sendo assim o "red card" deveria ser aplicado para ambos os jogadores.
Na segunda etapa o Bahia retornou em busca do empate, enquanto que o ECV pouco produzia mesmo com o benefício numérico e sequer assustava os defensores do tricolor. Entendendo o cenário do jogo, Sérgio faz duas alterações no time, pondo Willians Santana e Bruno Paulista nas vagas de Léo Gamalho e Souza, respectivamente. O ímpeto cresceu e gol não tardou acontecer, Kieza se livra da marcação e bate forte, Fernando Miguel faz espetacular defesa e espalma pro alto, Maxi Biancucchi aproveita o erro de Euller e sobe de cabeça para marcar contra seu ex-clube, pela primeira vez desde sua transferência para o tricolor baiano.
Novamente os papéis se invertem e o Bahia volta a mandar no gramado. Com a entrada de Rômulo no lugar de Maxi, o garoto da base teve várias oportunidades de virar o placar, no entanto errou o alvo. Até os acréscimos foram emociantes para nação tricolor presente no estádio, na cobrança de falta muito perigosa de Jorge Wagner, e Jean bem colocado fez uma ótima defesa, dando números finais ao maior duelo do norte e nordeste.
Curtas:
- Sérgio Soares continua com seu equívoco e parece não confiar no talento que tem em casa. Nesse clássico, tanto Bruno Paulista e Rômulo com menções honrosas para Willians Santana, mudaram a cara do jogo e permitiram a reação do tricolor em Canabrava.
- Léo Gamalho foi ineficiente e estava bastante off-line em campo. Cadê a fama de artilheiro do Brasil no ano passado?! ...Atacante vive de gols.
- E a lei do ex vigou no Barradão. Foi a segunda vez em 2015 que Maxi salva o Bahia quando o placar está desfavorável, foi assim contra o Globo e ontem calou a torcida rival.
- A bola murcha vai para os maus-tratos para com a torcida do Bahia, que para ter acesso as arquibancadas do estádio, precisava passar por um "curral" e sequer tinha alguma visibilidade em caso de emergência. E fora as brigas das organizadas nos arredores do estádio, até quando essa selvageria?!
- Nota zero para a arbitragem de Jaílson Macêdo Freitas.
Por : Lucas Cezar
Twitter : @lukinhascezar91
Imagens : Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia e Bahia Notícias.






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