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RAIO X DO ESQUADRÃO. BAHIA 4 X 0 REMO

Por: | sexta-feira, abril 20, 2012 Deixe um comentário


É para golear! É vencer e convencer! Esse era o sentimento e o desejo dos pouco mais de 14 mil tricolores que foram ontem ao monumental de Pituaço, ver o Bahia jogar contra o Clube do Remo, em partida válida pela 2ª fase da Copa do Brasil, no chamado jogo de volta.

Embora com dificuldades em marcar o gol no primeiro tempo, o ESQUADRÃO DE AÇO acabou satisfazendo o anseio de sua apaixonada torcida, e em um belo 2º tempo, venceu o jogo por 4x0, avançando à 3ª fase da competição, onde enfrentará a Portuguesa de Desportos.

PRIMEIRO TEMPO

Como não poderia deixar de ser, o Bahia começou o jogo indo para cima do Remo, tentando o mais rápido possível abrir o placar. Com total domínio da partida, mas enfrentando uma retranca do adversário, o tricolor até criou boas chances, principalmente nas chegadas de Gabriel e Madson pela direita, sempre tentando acionar os companheiros que se apresentavam na área para tentar marcar o gol.

Com algumas oportunidades perdidas, como um belo chute de Júnior defendido pelo goleiro, e um arremate de dentro da área de Lulinha que foi para fora, o tricolor seguia tentando, porém começou a esbarrar na marcação imposta pelo Remo e em certa medida de nervosismo e ansiedade, que se traduziam em alguns erros de passe.

O Remo que só se defendia, chegou algumas vezes em erros defensivos do Bahia, sobretudo no lado esquerdo, onde o improvisado e fora de ritmo, Helder, tinha problemas com o lateral direito do remo, Thiago Cametá, e o atacante Reis. Porém, ninguém movimentou o placar, e a primeira etapa terminou 0x0.

SEGUNDO TEMPO

A segunda etapa começou novamente com o Tricolor em cima do adversário para tentar definir a parada. Errando menos passes e tocando a bola em velocidade, o Bahia não demorou em abrir o placar com Lulinha, em bela jogada de Madson pela direita.

O Bahia seguiu criando, impondo o ritmo, criando chances, e logo fez o segundo e o terceiro gol da mesma forma, em cobrança de escanteio de Gabriel, para cabeçadas de Rafael Donato e Júnior respectivamente.

Com um segundo tempo bem melhor que o primeiro, fazendo gols e quase sem riscos defensivos, o ESQUADRÃO fechou o placar com Vander, que após ganhar disputa com o zagueiro, driblou o goleiro e precisou chutar duas vezes para ampliar o placar, selando a classificação tricolor, para delírio da nação, que saiu feliz da vida do caldeirão.

Confira agora a análise de cada jogador, e do treinador, com os conceitos: ÓTIMO, BOM, REGULAR E PÉSSIMO.

MARCELO LOMBA: ÓTIMO. Quando exigido, o paredão mostrou que continua sendo um dos melhores goleiros do Brasil. Algumas boas e importantes defesas, principalmente enquanto o jogo ainda estava 0x0.

MADSON: ÓTIMO. Muito bem ofensivamente, apoiando em alta velocidade, chegava o tempo todo pela direita, e foi decisivo no primeiro gol do ESQUADRÃO. Foi uma das melhores partidas com a camisa Tricolor.

RAFAEL DONATO: ÓTIMO. Vem crescendo tática e tecnicamente a cada partida, e ontem não foi diferente. Foi bem defensivamente e mais uma vez decisivo ofensivamente, marcando o segundo gol do Bahia de cabeça, após escanteio cobrado por Gabriel.

TITE: ÓTIMO. Bela partida do capitão tricolor. Bom no desarme e firme nas coberturas, Tite voltou a demonstrar o futebol que todos conhecem, de força e precisão na marcação.

HÉLDER: REGULAR. Fora de posição e sem ritmo de jogo, Helder não foi muito bem defensivamente, com o Remo, nas poucas vezes que incomodou, conseguindo chegar bem pelo seu setor.

DANNY MORAIS: BOM. Entrou no lugar do cansado Hélder para fechar o lado esquerdo e cumpriu bem sua missão.

FAHEL: REGULAR. Razoável na marcação, pouco participativo na criação de jogadas e com alguns erros de passe. Precisa voltar a ser o Fahel de algumas partidas atrás.

DIONES: BOM. Outra boa partida de Diones. Ajudou na marcação e participou bem na parte ofensiva, passando bem a bola, ajudando Morais na criação de jogadas.

FABINHO.BOM. Entrou no lugar de Diones, e mesmo com pouco tempo em campo, cumpriu sua função de reforçar a marcação no meio.

GABRIEL: ÓTIMO. Belíssima partida da pérola tricolor, com muita entrega, e a habilidade de sempre. Mesmo com marcação forte, executou boas jogadas, fazendo bela dupla com Madson no lado direito, fora as assistências nas cobranças de escanteio em dois dos quatro gols do Bahia.

MORAIS: BOM. Embora errando alguns passes, participou bastante do jogo, até mesmo ajudando na marcação, e assumindo a responsabilidade pela armação das jogadas.

LULINHA: BOM. Muita movimentação e entrega, fez o primeiro gol do Bahia abrindo caminho para a goleada. Porém, precisa melhorar nas finalizações, uma vez que, sempre encontra chances para marcar, mas, peca muito na hora da conclusão.

JÚNIOR: BOM. Boa partida de Júnior, batalhando e fazendo boas jogadas, embora errando alguns passes. Fez o terceiro gol tricolor em bela cabeçada após cobrança de escanteio.

VANDER: BOM. Entrou no lugar de Júnior e logo em sua primeira participação marcou o 4º gol tricolor em bela jogada. Rápido e habilidoso, para o seu bem e para o bem do elenco, parece que está acordando e voltando a jogar seu bom futebol.

FALCÃO: BOM. Montou o time bem ao seu estilo, com posse de bola, domínio do jogo, toques rápidos e envolventes, bem como algumas jogadas ensaiadas, principalmente no segundo tempo.  Conseguiu alternativa para a marcação forte imposta a Gabriel, que vez por outra flutuava, aparecendo no meio e na esquerda, deixando de ser um alvo fácil para o marcador.

O CARA DO JOGO

Alguns poderiam ser considerados como “o Cara” do jogo, como Gabriel, por exemplo, que fez bela partida, Diones que foi bem no meio e Júnior que também fez boa partida. Mas, pela constância nas jogadas em velocidade pela direita, sendo que uma delas resultou no 1º gol do Bahia, Madson foi “o Cara” do jogo.

O VACILÃO

Não é que tenha feito uma péssima partida, mas, no mínimo, destoou dos demais. Fora de posição, e sem ritmo de jogo, por estar voltando de contusão, Hélder foi o ponto fraco da defesa tricolor, além de errar muitos passes, e por isso é o “Vacilão” da partida.

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