A palavra que melhor define sobre tudo que aconteceu na Fonte Nova, se chama frustração. Durante o fim de semana passado até ontem, o assunto mais comentado era a final da Copa do Nordeste envolvendo Bahia x Ceará, e para os tricolores em especial que promoveu uma linda festa nas arquibancadas, com direito a mosaico e cantos que acompanhavam a guitarra do pai do axé music, o genial Luís Caldas, até então nada poderia dar errado.
Com os desfalques de Titi e Bruno Paulista, a incumbência de parar o ataque alvinegro caia na responsabilidade de dois jogadores vindos da base tricolor: o Robson que já atuou em duas partidas esse ano ( Galícia e Feirense) e Patric, o qual mostrou superação para está apto para esse grande duelo. Quando a bola rolou, as duas equipes procuravam estudar cada jogada para não ser surpreendidos, o panorama típico de uma finalíssima de campeonato, o que restava para o torcedor é a paciência, calma e a fé.
Mesmo com algumas oportunidades e a maior delas foi com Souza, que recebeu dentro da área não conseguiu finalizar de forma correta, desse modo facilitou as coisas para Luís Carlos. Do lado cearense que encontrava os espaços deixados pela defesa tricolor, e o meia Ricardinho em uma dessas ocasiões encontrava a maneira para incomodar, e quase Marinho abria o marcador na capital baiana.
Na etapa complementar, o Bahia retornou com mais ímpeto e ditava todo roteiro da partida. Do trio conhecido como "KGB", uma letra ou outra tentava se sobressair da forte marcação que no intervalo sofreu uma mudança tática feita por Silas, que reposicionou os zagueiros para interceptar as principais jogadas ofensivas do tricolor ( Observem no primeiro tempo, o Ceará foi a campo com a tradicional linha de dois zagueiros e dois laterais, no entanto a dupla se converteu em três para justamente anular cada membro do ataque do Bahia).
A intensidade tão cobrada por vários e principalmente na última partida contra a Juazeirense, teve uma breve aparição nos minutos inicias, porque nem o tricolor mais confiante iria imaginar num possível golpe fatal, mas ele ocorreu de um lance inesperado. Para infelicidade de muitos, o gol do Vozão aconteceu de uma maneira bizarra. O atacante Marinho trocou passes com Samuel e cruzou para área, Ricardinho se antecipa a Thales e bate de primeira, na tentativa de encaixar a bola, o goleiro Jean engole um frango e o silêncio se faz presente na Fonte.
O tempo já se esgotava e o Bahia se lançava ao ataque em busca de igualar o marcador. Na grande chance que teve, Rômulo lançou para Zé Roberto que chutou em cima do arqueiro cearense, que de maneira heroica evitou o gol tricolor. Logo em seguida, Tony cruzou para Maxi e na cabeçada a gorduchinha passou muito perto da trave de Luís Carlos. Sem forças, o Bahia pôs fim a sua invencibilidade no ano de 16 partidas invicto e de quebra o tabu dentro de casa sem perder, um verdadeiro balde de água fria nessa imensa nação apaixonada.
Um capítulo se foi, agora é reunir forças para reverter a vantagem que agora pertence ao adversário. E na história do Bahia que é feita de superação, raça e vontade, seria injusto dizer que a Copa do Nordeste acabou. Vamos Bahia, ainda existem razões para acreditar!.
Curtas:
- Sérgio Soares não conseguiu furar o bloqueio defensivo que Silas montou, principalmente no segundo tempo no momento em que o Bahia estava sendo derrotado. Infelizmente o técnico do alvinegro cearense foi mais estrategista e saiu da Fonte Nova com uma pequena vantagem.
- Parabéns e muitos parabéns pela grande festa que a torcida fez. Além de ter esgotado todos os bilhetes para o jogo, teve ainda a competência de realizar um lindo mosaico que causou arrepio e lágrimas de pertencer a essa legião de apaixonados. Ser tricolor é está acima da média!
- Se numa partida qualquer não se pode perder gol, nas raras chances que o Bahia encontrou , faltou competência para balançar a rede do Ceará. Outro destaque negativo é o nervosismo após sofrer o tento do adversário, após Ricardinho ter inaugurado o marcador , o time se espalhou em campo e não soube trabalhar com a bola dominada.
- Qualquer goleiro do mundo sofre ou já passou por maus bocados. Jean esteve bem o jogo inteiro e por infelicidade foi a vítima da vez, mas entre os três goleiros que tem no elenco, nos fundamentos de posicionamento, saída do gol e reposição , é o melhor e Sérgio precisa bancar o garoto na partida em Conquista e no jogo da volta no Castelão.
Por : Lucas Cezar
Twitter: @lukinhascezar91
Imagens : Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia







Foi lamentável, irmão, como sempre tenho dito Omar tem que ser o titular, os outros são verdes! Bola para a frente, BBMP!
ResponderExcluir