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Por: | segunda-feira, abril 20, 2015 1 comentário





Apesar de que o Bahia tenha conseguido mais uma classificação e de forma idêntica se comparamos com a Copa do nordeste diante do Sport e na quinta-feira passada derrotando o Nacional por 3x2, fica um alerta muito preocupante quanto ao sistema defensivo e as atuações irregulares até aqui. A primeira prova de fogo para esse elenco, aconteceu no dia 12/04 numa Fonte Nova lotada e o adversário não foi só o time pernambucano, no entanto o nervosismo ganhou mais destaque e podemos atrelar aos constantes erros de passes deixaram o torcedor de cabelo em pé, já que o final feliz fora de reservado para os minutos finais.

No meio da semana, o técnico Sérgio Soares promoveu 3 mudanças na equipe visando os próximos compromissos ( Juazeirense e Ceará), até nessa questão pela quantidade excessiva de partidas decisivas para o tricolor e no sistema de mata - mata, o principal divisor de águas para tal decisão seja a parte física em iminência de um episódio de lesão grave. Naquela ocasião entraram o versátil Yuri, os meias Tchô e Rômulo e o atacante Zé Roberto nas vagas de Tony e  Léo Gamalho que sequer ocuparam o banco de suplentes; Maxi Biancucchi e Pittoni ficaram a disposição para uma eventual necessidade no decorrer do jogo, que para surpresa de todos foram chamados a batalha - Ajudando o esquadrão no triunfo salvador e com sorte - rumo a próxima fase da competição nacional.

Ontem nas horas antes do Bahia entrar em campo no pré jogo com a equipe do Amor de aço, evidenciava que a partida não seria tão fácil quanto a maioria pensava, pelo argumento de a Juazeirense encarar essa decisão, como uma eliminatória de Copa do Mundo e outra chance de outro para uma inédita final, com toda certeza demoraria para acontecer. Vindo de dois jogos de extrema intensidade, os jogadores subestimaram os adversários com a teoria da facilidade de encontrar os gols, que na prática foi comprovada de aspecto negativo no susto muito parecido com a semifinal duelada com o leão da ilha.

A falha de posicionamento de Bruno Paulista nos lances que admitiram os gols de Juninho e Sassá, foi um alerta para um possível ajuste tendo em vista o Ceará, o qual possui boa transição do meio campo para o ataque, sem falar na grande fase do Magno Alves, mostrando á todos que no futebol a idade é tida como um mero detalhe.  O placar era adverso e falta de tranquilidade na criação das jogadas eram a principal atração no primeiro tempo, sem deixar de apresentar as chances que apareciam, mas o gol teimava em não acontecer.

Para reverter o panorama, Sérgio apostou novamente no garoto Zé Roberto e deu certo. Ele que entrou no lugar de Léo Gamalho, na sua primeira jogada ao chutar para defesa de Tigre, o goleiro da Juazeirense deu rebote e Maxi empurrou para o fundo das redes. Com maior volume de jogo, o tricolor pressionou e contou com a sorte mais uma vez; No cruzamento para Maxi, o argentino cabeceou e Adriano Chuva pôs a mão na bola, aí é pênalti sem dúvidas. Souza que fazia uma atuação discreta no jogo, com maestria deslocou o arqueiro e igualou o marcador.

Já que os deuses do futebol abençoaram a recuperação do Bahia, a marca registrada desse elenco é a vontade em busca da apoteose. Rômulo com precisão achou Zé Roberto que com experiência de jogador maduro,  só fez gingar na frente do zagueiro e bater no canto esquerdo de Tigre. O próximo desafio é o Vitória da Conquista nas finais, se encarar e jogar com intensidade do jeito costumeiro, a chegada do 46º título estadual será mais assegurada.


Curtas:

- Léo Gamalho foi contratado com a credencial de ter sido o artilheiro do Brasil em 2014, porém aqui no Bahia suas atuações continuam de maneira irregular. Ontem na Fonte Nova não foi diferente, se não abrir os olhos a vaga de titular será perdida.

- Maxi fez uma ótima partida, fez o seu sexto gol na competição.

-  Bruno Paulista foi o destaque negativo. Tem talento mas precisa fazer o simples, pra quê inventar?!

- Menino Zé, o amuleto tricolor.

- Um desempenho bastante questionável. É bom voltar a jogar com seriedade e focados na partida, ou serão vítimas da famosa frase : " A bola pune".



Por : Lucas Cezar
Twitter: @lukinhascezar91

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