.

Radio AO VIVO !

Raio-x: Equilíbrio, respeito ao adversário e “canja de galinha não faz mal a ninguém”

Por: | domingo, setembro 01, 2013 1 comentário

Após assistir ao fiasco do Bahia ontem (31) diante da Portuguesa, onde em menos de 10 minutos, de forma ridícula, tínhamos levado três gols, decidi tentar entender o que aconteceu de um ponto de vista subjetivo, o psicológico.

Sempre tive em mente que o excesso de expectativa gera frustração quando não há correspondência. Por isso, apesar de ser otimista, prefiro o equilíbrio ao analisar situações e projetar algo.

O equilíbrio serve em situações boas e ruins, ou seja, não somos os melhores do mundo quando vencemos e nem seremos rebaixados quando perdemos. O excesso de expectativa gera soberba, autossuficiência, que às vezes acaba por causar displicência, relaxamento, fazendo com que os envolvidos não fiquem preparados para o perigo, e mesmo com a situação aparentemente em seu favor, podem ser surpreendidos com uma adversidade quase que irreversível.

Assim, penso que foi isso que aconteceu com o Tricolor no jogo de ontem contra a Portuguesa, onde todos cometeram erros, desde os jogadores, passando por Cristóvão e chegando a nós torcedores, em menor escala, claro.


ATLETAS

Os atletas entraram em campo como se já houvessem vencido o jogo, sem o sinal de alerta para prevenir possível perigo ligado, sinal este característico de um time vencedor, que vem da prudência e do respeito ao adversário. Sete minutos, três gols tomados, e poderia ter sido mais, se não fosse Marcelo Lomba. Apagão? Não. Soberba, desrespeito ao adversário. Parecia que o Bahia estava em um jogo treino com um time amador.

Um time vencedor, por respeitar o adversário, reconhece no mesmo um perigo em potencial, e por isso entra ligado, precavido, tentando anular os pontos fortes do oponente, e aí sim começa a tentar impor sua suposta ou eventual superioridade. Vê se aprende BAHÊA!


O TREINADOR

O treinador, que eu considero o principal responsável pela boa campanha que fazemos, principalmente levando-se em conta o péssimo primeiro semestre, mais uma vez errou por retirar do jogo um atleta que, se não era brilhante em campo, tem potencial para ajudar a tentar reverter a situação, em virtude de sua qualidade técnica.

Com o elenco reduzido que temos Cristóvão não pode se dar ao luxo de fazer substituições sistemáticas e previsíveis, como se fosse uma espécie de superstição. Porém, reconheço que essa mesma limitação do elenco impossibilita que o treinador mude a equipe de forma mais incisiva, por não ter atletas com características para tal.

TORCEDORES

Quanto a nós, torcedores, penso que temos nossa parcela de culpa, em pequena escala, é claro, pois, de forma compreensível para os apaixonados, somos muito extremistas, impulsivos, por julgar sem analisar os fatos e situações, fazendo com que, de forma tênue e sem o embasamento necessário, após um triunfo, pensemos que vamos vencer todas chegando à libertadores, ou planejemos uma pontuação (projeto 30 pontos) que para alcançarmos, teríamos que vencer todas.  Porém, cabe o questionamento: Combinamos isso com o adversário? É só assim, chegar e vencer? Futebol não assim minha gente! Existe um time com onze jogadores do outro lado querendo vencer também.

Da mesma forma, o inverso é verdadeiro, pois, apesar de termos que apontar os erros, não podemos achar que após uma derrota tudo está perdido, que o treinador tem que ser demitido e que o clube vai ser rebaixado. Sei que é difícil, mas temos que aprender a ter equilíbrio não só no futebol, como principalmente na vida. Afinal, equilíbrio, prudência, respeito ao adversário e “canja de galinha não faz mal a ninguém”.

Um comentário: Deixe o seu comentário

  1. Nossa que belo raciocínio , foi exatamente oq aconteceu com o bahia ontem,desrespeiou o adversário tomou pau,brasileirão é assim de tanto que o náutico venceu o inter por 3x0

    ResponderExcluir