Após assistir ao fiasco do
Bahia ontem (31) diante da Portuguesa, onde em menos de 10 minutos, de forma
ridícula, tínhamos levado três gols, decidi tentar entender o que aconteceu de
um ponto de vista subjetivo, o psicológico.
Sempre tive em mente que o excesso
de expectativa gera frustração quando não há correspondência. Por isso, apesar
de ser otimista, prefiro o equilíbrio ao analisar situações e projetar algo.
O equilíbrio serve em
situações boas e ruins, ou seja, não somos os melhores do mundo quando vencemos
e nem seremos rebaixados quando perdemos. O excesso de expectativa gera soberba,
autossuficiência, que às vezes acaba por causar displicência, relaxamento,
fazendo com que os envolvidos não fiquem preparados para o perigo, e mesmo com
a situação aparentemente em seu favor, podem ser surpreendidos com uma adversidade
quase que irreversível.
Assim, penso que foi isso que aconteceu com o Tricolor no jogo de ontem contra a Portuguesa, onde todos
cometeram erros, desde os jogadores, passando por Cristóvão e chegando a nós
torcedores, em menor escala, claro.
ATLETAS
Os atletas entraram em campo
como se já houvessem vencido o jogo, sem o sinal de alerta para prevenir possível
perigo ligado, sinal este característico de um time vencedor, que vem da prudência e do respeito ao adversário. Sete minutos, três gols tomados, e poderia
ter sido mais, se não fosse Marcelo Lomba. Apagão? Não. Soberba, desrespeito ao
adversário. Parecia que o Bahia estava em um jogo treino com um time
amador.
Um time vencedor, por respeitar o
adversário, reconhece no mesmo um perigo em potencial, e por isso entra
ligado, precavido, tentando anular os pontos fortes do oponente, e aí sim
começa a tentar impor sua suposta ou eventual superioridade. Vê se aprende BAHÊA!
O
TREINADOR
O treinador, que eu
considero o principal responsável pela boa campanha que fazemos, principalmente
levando-se em conta o péssimo primeiro semestre, mais uma vez errou por retirar
do jogo um atleta que, se não era brilhante em campo, tem potencial para ajudar
a tentar reverter a situação, em virtude de sua qualidade técnica.
Com o elenco reduzido que temos
Cristóvão não pode se dar ao luxo de fazer substituições
sistemáticas e previsíveis, como
se fosse uma espécie de superstição.
Porém, reconheço que essa mesma limitação do elenco impossibilita que o treinador
mude a equipe de forma mais incisiva, por não ter atletas com características
para tal.
TORCEDORES
Quanto a nós, torcedores, penso
que temos nossa parcela de culpa, em
pequena escala, é claro, pois, de forma compreensível para os apaixonados,
somos muito extremistas, impulsivos, por julgar sem analisar os fatos e situações,
fazendo com que, de forma tênue e sem o embasamento necessário, após um triunfo,
pensemos que vamos vencer todas chegando à libertadores, ou planejemos uma
pontuação (projeto 30 pontos) que para alcançarmos, teríamos que vencer todas. Porém, cabe o questionamento: Combinamos isso
com o adversário? É só assim, chegar e vencer? Futebol não assim minha gente! Existe
um time com onze jogadores do outro lado querendo vencer também.
Da mesma forma, o
inverso é verdadeiro, pois, apesar de termos que apontar os erros, não podemos
achar que após uma derrota tudo está perdido, que o treinador tem que ser
demitido e que o clube vai ser rebaixado. Sei que é difícil, mas temos que
aprender a ter equilíbrio não só no
futebol, como principalmente na vida. Afinal, equilíbrio, prudência, respeito
ao adversário e “canja de galinha não faz mal a ninguém”.





Nossa que belo raciocínio , foi exatamente oq aconteceu com o bahia ontem,desrespeiou o adversário tomou pau,brasileirão é assim de tanto que o náutico venceu o inter por 3x0
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