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Beijoca o grande ídolo da Nação !

Por: | sábado, novembro 03, 2012 Deixe um comentário




Fala galera de Aço, tudo bem? . Pois é com um certo atraso mais não esqueci de vocês não, e, conforme o prometido, lá vai mais um texto para nossa coluna Odisseia Tricolor, onde vocês sabem que ela trata dos times , jogos memoráveis e também de jogadores quem fizeram bonito com a camisa do Esquadrão.


Hoje trago para vocês leitores que acompanham o Amor de Aço, a história de um cara que não apenas jogou mas desfilou sobre os gramados baianos e trazia consigo a raça e a vontade de sempre fazer do Bahia um clube vencedor, lhe apresento Jorge Augusto Ferreira de Aragão, conhecido como Beijoca. Jorge ou melhor Beijoca nasceu no dia 23 de abril de 1954 aqui mesmo em Salvador e foi responsável por 106 gols em 6 anos de clube , pelo seu jeito aguerrido e polêmico dentro de campo, causando diversas confusões com árbitros e jogadores adversários. 



Fora das quatro linhas, a vida de Beijoca sempre foi marcada pelas farras que não eram poucas. Boêmio, Beijoca não tinha jeito e juízo, aprontava mesmo e com o "puxões" de orelha, mesmo assim continuava aprontando, afinal ele nasceu pra farrear e fazer gols. Agora quem pensava que Beijoca ia pra farra e não honrava com os compromissos com o Bahia , pelo contrário hein, ele dava conta do recado dentro de campo, são incontáveis fugas da concentração antes dos jogos e resgate em casas noturnas por dirigentes, brigas...



Mas nada disso impedia que o craque entrasse em campo no dia seguinte, vestisse o manto azul, vermelho e branco com raça, orgulho e principalmente amor. A idolatria da torcida ele retribuía com raça, sangue, suor, lágrimas, beijinhos nas comemorações dos seus gols, daí o apelido de Beijoca. Tanto que o canto que ecoava na Fonte Nova era : " Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar" era o grito uníssono da galera antes da bola rolar.


Após o jogo e as vitórias proporcionadas pelo “matador”, principalmente em Bavis, Beijoca literalmente “caía nos braços do povo” e comemorava os triunfos descendo a ladeira do Otávio Mangabeira abraçado aos torcedores.
A paixão da Nação Tricolor pelo craque se explica. Apesar de frios, os números, paradoxalmente, são decisivos para a compreensão do fenômeno “Beijoca do Bahia”. Foram sete anos de clube (69, 70, 75, 76, 77, 78 e 84), seis títulos baianos (70, 75, 76, 77, 78 e 79 não foi até o final mais participou da campanha) e 106 gols, o que fazem de Beijoca o 11º maior artilheiro do Bahia em todos os tempos.

“Ser Bahia, ter esse sentimento no peito, ouvir o coração pulsar e saber que aquilo acontece, em grande parte, por causa desse clube extraordinário, é algo indescritivelmente maravilhoso, divino. Tenho muito orgulho de ser, antes de tudo, torcedor tricolor”.

BEIJOCA HOJE

Beijocão não é mais aquele, mas está muito feliz. Pois é. O farrista de antes, quem diria, virou pastor evangélico. “Encontrei a salvação através de Jesus Cristo, de Sua palavra e do seguimento daquilo que está na Bíblia Sagrada. Hoje sou um novo homem, mais maduro, consciente e próximo de Deus e da família”.

Mas não deixou de ser polêmico. Recentemente, declarou ao jornal “Lance” que foi mais jogador que Ronaldo, do Real Madrid. “Eu chutava com as duas pernas, era habilidoso, apesar de forte, e fatal nas finalizações, além de ser um exímio cabeceador. Fui, portanto, mais completo e melhor que ele.”

O ex-artilheiro agora é também treinador. Está comandando os profissionais do Camaçari, mas é funcionário das Divisões de Base do Bahia. Foi liberado pelo clube para atuar no time do Pólo.

Em 2004, quando completou 50 anos, foi homenageado pelo Bahia. Entrou em campo com a camisa 9 que o consagrou, antes de uma partida na Fonte Nova, e foi ovacionado pela galera.

Beijoca ainda jogou na Catuense, Fortaleza, Vitória, Leônico, Fluminense de Feira de Santana, Sergipe, Mogi-Mirim, Londrina, Guará, Gama, Camaçari, Flamengo/RJ, Sport.


Por: Lucas Cezar
Twitter : @_cezar91

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