Fala galera de Aço, tudo bem? . Pois é com um certo atraso mais não esqueci de vocês não, e, conforme o prometido, lá vai mais um texto para nossa coluna Odisseia Tricolor, onde vocês sabem que ela trata dos times , jogos memoráveis e também de jogadores quem fizeram bonito com a camisa do Esquadrão.
Hoje trago para vocês leitores que acompanham o Amor de Aço, a história de um cara que não apenas jogou mas desfilou sobre os gramados baianos e trazia consigo a raça e a vontade de sempre fazer do Bahia um clube vencedor, lhe apresento Jorge Augusto Ferreira de Aragão, conhecido como Beijoca. Jorge ou melhor Beijoca nasceu no dia 23 de abril de 1954 aqui mesmo em Salvador e foi responsável por 106 gols em 6 anos de clube , pelo seu jeito aguerrido e polêmico dentro de campo, causando diversas confusões com árbitros e jogadores adversários.
Fora das quatro linhas, a vida de Beijoca sempre foi marcada pelas farras que não eram poucas. Boêmio, Beijoca não tinha jeito e juízo, aprontava mesmo e com o "puxões" de orelha, mesmo assim continuava aprontando, afinal ele nasceu pra farrear e fazer gols. Agora quem pensava que Beijoca ia pra farra e não honrava com os compromissos com o Bahia , pelo contrário hein, ele dava conta do recado dentro de campo, são incontáveis fugas da concentração antes dos jogos e resgate em casas noturnas por dirigentes, brigas...
Mas nada disso impedia que o craque entrasse em campo no dia seguinte, vestisse o manto azul, vermelho e branco com raça, orgulho e principalmente amor. A idolatria da torcida ele retribuía com raça, sangue, suor, lágrimas, beijinhos nas comemorações dos seus gols, daí o apelido de Beijoca. Tanto que o canto que ecoava na Fonte Nova era : " Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar" era o grito uníssono da galera antes da bola rolar.
Após o jogo e as vitórias proporcionadas pelo “matador”,
principalmente em Bavis, Beijoca literalmente “caía nos braços do povo” e
comemorava os triunfos descendo a ladeira do Otávio Mangabeira abraçado aos
torcedores.
A paixão da Nação Tricolor pelo craque se explica. Apesar de
frios, os números, paradoxalmente, são decisivos para a compreensão do fenômeno
“Beijoca do Bahia”. Foram sete anos de clube (69, 70, 75, 76, 77, 78 e 84),
seis títulos baianos (70, 75, 76, 77, 78 e 79 não foi até o final mais
participou da campanha) e 106 gols, o que fazem de Beijoca o 11º maior
artilheiro do Bahia em todos os tempos.
“Ser Bahia, ter esse sentimento no peito, ouvir o coração
pulsar e saber que aquilo acontece, em grande parte, por causa desse clube
extraordinário, é algo indescritivelmente maravilhoso, divino. Tenho muito
orgulho de ser, antes de tudo, torcedor tricolor”.
BEIJOCA HOJE
Beijocão não é mais aquele, mas está muito feliz. Pois é. O
farrista de antes, quem diria, virou pastor evangélico. “Encontrei a salvação
através de Jesus Cristo, de Sua palavra e do seguimento daquilo que está na
Bíblia Sagrada. Hoje sou um novo homem, mais maduro, consciente e próximo de
Deus e da família”.
Mas não deixou de ser polêmico. Recentemente, declarou ao
jornal “Lance” que foi mais jogador que Ronaldo, do Real Madrid. “Eu chutava
com as duas pernas, era habilidoso, apesar de forte, e fatal nas finalizações,
além de ser um exímio cabeceador. Fui, portanto, mais completo e melhor que
ele.”
O ex-artilheiro agora é também treinador. Está comandando os
profissionais do Camaçari, mas é funcionário das Divisões de Base do Bahia. Foi
liberado pelo clube para atuar no time do Pólo.
Em 2004, quando completou 50 anos, foi homenageado pelo
Bahia. Entrou em campo com a camisa 9 que o consagrou, antes de uma partida na
Fonte Nova, e foi ovacionado pela galera.
Beijoca ainda jogou na Catuense, Fortaleza, Vitória,
Leônico, Fluminense de Feira de Santana, Sergipe, Mogi-Mirim, Londrina, Guará,
Gama, Camaçari, Flamengo/RJ, Sport.
Por: Lucas Cezar
Twitter : @_cezar91
Por: Lucas Cezar
Twitter : @_cezar91





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