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13 de Novembro de 2010, 2 anos que o Tricolor voltou!

Por: | terça-feira, novembro 13, 2012 4 comentários

 Para a maioria da pessoas essa data pode não significar nada, é um dia a mais no ano como outro qualquer, mas para a torcida do Esquadrão de Aço, hoje é um dia especial, que nos faz recordar da luta que foi para o Bahia voltar a elite do futebol brasileiro. Sempre é bom relembrar os bons momentos do nosso clube e em 2010 o torcedor não teve do que reclamar, aquela campanha do acesso vive ainda na mente de todos, sempre nos lembramos de um jogo, de um jogador em especial num determinado momento e de um lance ou outro daquele ano.


 O começo do projeto com Renato Gaúcho e sua filosofia de que o Bahia tinha que voltar a se impor ao adversário, independete de onde jogasse, lembrar daquele time se formando e jogo a jogo a certeza de que tinha chegado a nossa vez me faz pensar em tudo que se passou no ano da volta. Tudo que poderiamos ter naquele ano tivemos, o ano não foi somente um "mar de rosas" não, lutamos e sofremos muito.


 No começo da temporada Rodrigo Grahl já balançava as redes desde o campeonato Baiano, mas com a sequencia do Brasileiro ele foi criando uma identificação com a torcida, todo torcedor tricolor se lembra até hoje de quando o "Lobo Grahl" tirava do meião uma bandeira do Bahia e a beijava após o gol, aquilo cativou toda nação.  


No meio campo tinhamos jogadores que realmente mostraram técnica, tática e raça, Morais foi realmente o camisa 10 que organizava com maestria o setor ofensivo do Bahia, deu vários passes decisivos além de alguns gols, em especial um de voleio contra o Paraná na despedida de Renato Gaúcho que estava de saída para o Grêmio.


Na chegada de Márcio Araújo logo veio a mudança de esquema e o Esquadrão passou a jogar com 3 volantes, Helder que tinha suas limitações técnicas, mas que sempre mostrava empenho raça em todas as partidas, Fábio Bahia que corria o campo todo, ajudava a lateral direita, fechava as lacunas no meio, conduzia a bola até o ataque e de vez em quando marcava também seus gols. Outro volante que também teve sua contribuição foi Bruno Octávio, chegou no meio do campeonato e trouxe estabilidade no meio e qualidade na saída de bola, mas infelizmente no final do campeonato ele teve uma lesão no joelho e ficou de fora dos ultimos jogos. Bruno não foi o único que se machucou seriamente, o lateral Jancarlos que vinha fazendo ótimas partidas, com diversas assistências para gol, além das cobranças de falta magistrais.

Um trio em especial tem muita identificação com o Bahia e não fazem parte apenas da história do Bahia naquele ano, Avine, Marcone e Ananias representam em campo de certa forma todo sofrimento e angústia que a Nação tricolor sentia durante todos os anos anteriores. Eles viveram juntamente com toda torcida a dor de jogar uma Série C, sentiram na pele como foi tudo aquilo e com certeza valorizaram mais ainda a campanha feita em 2010.

Nem e Alison formavam uma defesa sólida, compacta e que andava sempre em sintonia, dificilmente eram surpreendidos pelos atacantes advrsários, foi uma dupla que com certeza honrou as camisas 3 e 4 do Esquadrão naquele ano.

Houve também jogadores que foram contestados pela torcida mas que em determinados momentos conseguiram mostrar por que faziam parte daquela equipe. Diego, lateral esquerdo que sempre ficava na reserva pelo fato de concorrer com Ávine, teve seu momento especial naquele ano. Na partida contra o Sport na Ilha do Retiro, onde o Bahia teve vários desfalques e que muitos diziam que seria uma goleada do time pernambucano, o lateral contribuiu para um dos triunfos fazendo uma ótima partida, chegando até a marcar o gol que garantiu os 3 pontos fora de casa. Quem também trás boas e não tão boas recordações é o lateral direito Arilton, após a contusão de Jancarlos o jogador vindo do Internacional teve que aguentar a reponsabilidade de vestir a camisa 2  durante o resto do campeonato. Ele na maioria das partidas se mostrava inseguro, parecia ter medo de ajudar o ataque, como se não quizesse aparecer na partida. Com o tempo foi se soltando e com o apoio do elenco e do treinador, ele fez com que o torcedor parasse de "pegar no seu pé".

Quando um clube tem um ano marcante e forma aquele time que faz o torcedor sentir saudade de ver jogar, normalmente falamos também do cara que fica debaixo das traves, aquele que soube segurar a onda na defesa quando nenhum jogador de linha conseguiu evitar o gol do adversário, pois é que tal falarmos do goleiro do acesso? Mas temos um "problema", não foi apenas um, nem dois. tivemos três goleiros que quando foi necessário contribuiram e muito para evitar que as redes do gol tricolor fossem balançadas. Não importava se era René, Fernando ou Omar, toda nação sentia segurança, não era átoa que a torcida gritava para os três: "Uh! É paredão, o goleiro do Esquadrão!".

Desse trio, Renê era o mais experiente, quando todos estavam disponíveis era o titular, tinha uma enorme identificação com a torcida, ficava admirado com a energia das arquibancadas de Pituaçu, encantado com o clamor da torcida para que eles ajudassem o Bahia a sair daquela situação.

Aliás, o próprio Renê pedia desculpas ao nos chamar de torcida, pois somos com certeza mais que isso. Quando teve seu problema com um medicamento que havia tomado, que continha uma substância proibida mas que não trazia melhora alguma no seu desempenho, acabou sendo suspenso e também ficou de fora do resto do campeonato. Mas sempre acompanhou o esquadrão, mesmo que de longe, além de estar presente junto com os ainda machucados Jancarlos e Bruno Octávio no jogo do acesso.


Por último, mas com certeza não menos importante, a dupla de ataque Jael e Adriano foi decisiva para que o tricolor de aço voltasse a primeira divisão. Juntos marcaram mais de 30 gols e sempre correspondiam a espectativa do torcedor que ia para o Caldeirão de Pituaçu. O Cruel que já estava na sua segunda passagem pelo clube, logo na chegada à Salvador, após ser concretizado a sua volta ao Bahia, foi ovacionado pela torcida ainda no aeroporto, com direito a volta olímpica no estádio em sua apresentação. Jael correspondeu dentro de campo as espectativas de todos, sempre fazendo gols além da sua característica de entrega nas quatro linhas. Também com uma linda relação com a torcida, Adriano MJ conquistou seu espaço partida após partida, e diferente do camisa 11, foi aos poucos mostrando serviço e a partir do segundo turno consagrou a todos com sua chuva de gols bonitos.



Reflexão:

Lembrar desses jogadores, dos gols, e das partidas que nos deram alegria naquele ano não serve somente para desejar que o tempo volte, mas para refletirmos que o Bahia pode (e deve) melhorar sua situação no campeonato, sabemos que a campanha não é a que esperamos para uma temporada na Serie A, mas também temos que lembrar que o Bahia passou muito tempo fora do quadro dos 20 melhores do Brasil e que durante esse tempo o Futebol se mostrou cada vez mais um comércio, em que os times tem que investir mais e buscar diversas fontes de renda. Perdemos a Fonte Nova em 2007, isso foi uma baixa considerável no caixa do clube, que já está prestes a voltar e assim como ela, esperamos ventos melhores soprem em direção ao Bahia. Acima de tudo o Esquadrão sempre terá a torcida com sua paixão incondicional. Por tanto, digo sim: Parabens Bahia! por voltar e continuar na Serie A, mas ao mesmo tempo cobro para que nas próximas temporadas nós tenhamos novas conquistas, afinal, estamos acostumado ao longo da nossa história ter títulos, não ficamos conformados em ser Vice, como outros "times" por ai. Somos grandes, temos 2 estrelas que confirmam isso e que essa data seja para lembrarmos de uma nova etapa, que ano a ano o Bahia tenha uma real evolução. não só no futebol, mas também na sua estrutura, direção, marketing, etc. Um forte abraço para toda Nação tricolor!

4 comentários: Deixe o seu comentário

  1. Parabéns Fabrício Carvalho Foi Uma Das Postagens Mais Bonitas Que Já Vir Falando Sobre o Bahia. #BBMP

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  2. Chorei vlh, Fabricio sempre sabendo o que dizer. Parabéns pela postagem meu amigo!

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  3. Bela lembrança Fabricio.E, valeu por seu alerta também, precisamos continuar na série A ,mas fazer campamha que horem nossa história, principalmente nossa nação tricolor.

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  4. Adorei, por alguns instantes as lágrimas estiveram presentes rsrs.
    Recordar também é viver, principalmente quando a recordação é maravilhosa. Bjs

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