É certo. Quando esse cara aparece em campo,
monopoliza as atenções dos torcedores tricolores. Com Souza na área, o
Bahia se acostumou a derrubar os adversários.
Após quatro jogos de fora, o Caveirão voltou, deu
assistência e marcou um gol no triunfo por 2x0 sobre a Ponte Preta. E
para alegria geral da nação tricolor, o camisa 9 estará em campo amanhã,
às 18h30, contra o Náutico, nos Aflitos.
O discurso do técnico Caio Júnior resume o
sentimento da torcida em relação ao centroavante. “Tivemos o nosso
artilheiro em campo e vocês viram: sobrou e ele fez”. Na temporada
atual, por sinal, Souza justificou a renovação de contrato até 31 de
dezembro de 2014. Aos 30 anos, o jogador fez 23 partidas em 2012, todas
como titular, e marcou 23 gols. Deu também quatro passes para os
companheiros balançarem as redes.
Desde a sua chegada no ano passado, foram 60 jogos e
41 gols. Mesmo com a boa marca, o jogador acredita que ainda pode
evoluir neste Brasileirão. “Fiquei muito tempo parado e ainda estou sem
ritmo. Posso melhorar muito mais”.
A dependência do Bahia por Souza não fica restrita
aos gols. Só a presença dele é suficiente para o rendimento da equipe
aumentar. Nos 23 jogos do Esquadrão com o Caveirão, foram 14 vitórias,
quatro empates e cinco derrotas, o que dá um aproveitamento de 67%. Esse
número cai para 46% quando Souza está fora. Em 28 partidas, nove
triunfos, 12 empates e sete derrotas.
Apesar dos números favoráveis, o goleador tricolor
prefere dividir os méritos com os colegas de elenco. A vitória contra a
Ponte Preta serve de exemplo. “O time inteiro está de parabéns. Todo
mundo se ajudou, correu e lutou muito. Isso fez com que a gente
conseguisse vencer”, elogia.
Depois, ele analisa. “O resultado foi bom para nossa
equipe dar uma respirada no campeonato, mas a gente sabe que nada está
definido. Temos um jogo bem difícil contra o Náutico, que venceu o São
Paulo, e precisamos da vitória pra subir mais na tabela”.
Comelão
O quarto gol de Souza no Brasileirão teve uma comemoração, no mínimo, estranha. O atacante passou a mão na língua e depois bateu na barriga. O gesto, segundo ele, foi para homenagear um amigo do Rio de Janeiro. “Meu amigo, o Pinininho, está passando uns dias em Salvador. Ele tem dado muito prejuízo na dispensa lá de casa, pois come demais”, diverte-se.
O aproveitamento de 31% do Bahia na Série A deixa
Souza insatisfeito. Para o atacante, no entanto, a tendência é o time
evoluir no segundo turno, ainda mais com a entrada de alguns jogadores
importantes na equipe titular para dividir a responsabilidade com ele. O
artilheiro pede o apoio da torcida.
“A expectativa é muito boa para o resto do
campeonato. Uns jogadores chegaram agora e outros estão voltando do
departamento médico. Isso só engrandece e fortalece o nosso time. As
coisas vão voltar ao normal daqui pra frente”, diz ele. Palavra de
Caveirão, melhor não duvidar.
Por: Miro Palma
Fonte: *Correio





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