O Bahia foi eliminado da Copa Sul-Americana e segue na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, mas o técnico Caio Júnior não perde a confiança e projeta um futuro promissor para o clube na competição nacional. Durante participação no "Arena SporTV"
nesta quarta-feira, o treinador disse que o time evoluiu e, para ele,
tem condições de fazer uma campanha muito melhor no segundo turno.
- Não é fácil lutar na zona de baixo. A pressão é maior, muito maior,
mas vejo futuro e isso é gostoso. Minha motivação está no futuro.
Contratamos jogadores, reformulamos, estamos tentando encontrar uma
solução para frente - afirmou.
Caio Júnior citou os números do Bahia desde sua chegada ao clube para
explicar o "otimismo". Embora tenha elogiado o antecessor Paulo Roberto
Falcão, demitido na 10ª rodada, o comandante procurou ressaltar progressos da equipe desde sua chegada ao clube.
- Assumi na 12ª rodada, a equipe tinha 11 jogos, oito pontos e estava
em último. Foram sete jogos no meu comando, com os mesmos oito pontos, e
quatro jogos a menos. Houve uma evolução. Estávamos em último e hoje
estamos beirando a parte (de cima) da zona do rebaixamento, mas tiramos
cinco pontos do atual último colocado.
Agora, ele espera uma vitória sobre o Atlético-GO no fechamento do
turno, domingo, para tentar sair da zona de rebaixamento (teria que
torcer por um tropeço do Palmeiras contra o Santos) e começar uma "nova
vida" no returno.
- Existe um bom elenco, jogadores para estrear e todo um segundo turno
pela frente. Isso me dá possibilidade de projeção muito boa - afirmou.
Caio Júnior comparou o investimento do Bahia com o de outros clubes e
admitiu dificuldades em trabalhar com um orçamento mais baixo. Ele
contou ainda que foi a seriedade dos dirigentes do Tricolor baiano que
fez com que aceitasse o convite para assumir a equipe.
- O que me motiva são as pessoas, pessoas sérias. O Bahia estava
quebrado há três ou quatro anos. Hoje paga em dia, está tudo funcionando
na parte administrativa.
O treinador aproveitou para fazer nova comparação. Sem citar clubes,
ele revelou que já trabalhou "desmotivado" em outros momentos da
carreira.
- O que me motiva é isso no Brasil. Existem momentos em que trabalhei
como treinador e que você perde a vontade de ir para o trabalho, pelas
pessoas. Quando você tem gente séria, é gostoso.
Com o "desabafo", Caio Júnior revelou que não deve continuar no país quando deixar o Bahia, apesar dos elogios ao clube.
- Minha direção, infelizmente, é mais para o exterior. Vi nos trabalhos
fora do Brasil a possibilidade de ser mais respeitado como
profissional. Talvez seja este o meu caminho.
Fonte: Sportv





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