De férias em Ribeira do Pombal (cidade a 271 km de
Salvador), sua terra natal, o meia Fábio falou com a reportagem do ESPORTE
CLUBE em entrevista exclusiva.
Perto de subir para o time profissional do Bahia (apesar de
ainda não estar confirmado oficialmente pelo clube), a jovem promessa conversou
sobre a expectativa deste novo desafio e de sua preparação para finalmente
vestir a camisa do tricolor de aço em um jogo oficial.
Você está cotado para subir para o time profissional do
Bahia em 2012. O diretor da base, Newton Motta, disse que, em conversa com o
gestor de futebol , Paulo Angioni, seu nome foi citado entre os garotos que
serão aproveitados no time principal. Sente-se preparado para o desafio?
Sim, claro. Estou pronto para jogar pelo time profissional
do Bahia. Espero que, com fé em Deus, isso realmente aconteça. Há dois anos
batalho por esta oportunidade, desde que vim do Cruzeiro trazido por Newton
Motta (Fábio nasceu na cidade de Ribeiro de Pombal, na Bahia, mas jogava na
base do time mineiro). Estou ansioso em finalmente poder jogar em Pituaçu.
Vestir o uniforme e ir para o campo. É meu maior sonho no momento.
Mas na sua posição, meia de ligação, a concorrência é muito
forte. Tem lá Ricardinho, Magno, Vander...
Isso é verdade, mas tenho que buscar meu espaço. Saber
mostrar meu futebol para o Joel Santana e cavar meu lugar no time. Todo jogador
passa por isso. Tenho que encarar com naturalidade.
Apesar de tantos jogadores de nome, o Bahia penou na Série A
para encontrar um meia regular. Acha que pode ser esse jogador?
Vou brigar por isso, mas ainda está cedo para falar de
titularidade.
Você pode subir para o profissional junto com Dudu,
zagueiro, e Madson, lateral-direito. Dois jogadores que estiveram com você no
vice-campeonato da Copa São Paulo deste ano. Acha que aquela final alçou vocês
a uma condição diferente no próprio
Bahia?
O Bahia adotou neste ano o critério da numeração fixa nas
camisas de jogo. Vários jogadores escolheram seus próprios números. Subindo
para o profissional, escolheria qual?
Escolheria a dez, que é o número que jogo desde a divisão de
base. Mas é o número mais cobiçado.
Acha que vai chegar da divisão
de base e pegar logo a dez?
É, isso é verdade. Não tinha pensando nisso (risos). Então a
que eu pegar tá valendo.
No time sub-23, que jogou a Copa Estado este ano, você
passou a ser chamado de Fábio Gama. Foi ideia sua?
Foi sim. Gosto desse meu sobrenome. Representa bem minha
família, por isso pedi que fosse chamado assim.
Muita gente brinca de que você é o sósia mirim do Ávine...
É, acho graça. Várias pessoas falam que parece, e talvez
pareça mesmo (risos). Gosto muito do Ávine, que é um ídolo da torcida. Ele não
liga para a brincadeira, e eu também não. Fico na minha.
No segundo semestre deste ano, você iniciou a preparação na
fisiologia do Bahia para ganhar massa muscular. Já tem sentido a diferença?
Sim. Ganhei quatro quilos desde então. Hoje estou com 60 kg
e tenho que chegar até os 64 kg. Tenho sentido a diferença no meu estilo de
jogo. A única parte ruim é que tem que ficar malhando o tempo todo, e aí o
corpo dói. Não gosto muito de academia, gosto mesmo é de jogar bola. Por mim
ficava o tempo todo no campo (risos). Mas se é bom para mim, tenho que fazer.
Por: André Uzêda
Fonte: Á Tarde On Line





0 comentários:
Postar um comentário