Se antes o sorriso no rosto era algo corriqueiro para Ávine, agora o semblante ganhou ares de preocupação. Sentado na escada que dá acesso ao campo número 2 de treinamento do Fazendão, o lateral esquerdo observava ontem à tarde o bate-bola dos companheiros de labuta que, por sua vez, já estavam no gramado.Com olhar distante, parecia, assim como boa parte da nação azul, vermelha e branca, não entender como um time que tem renomados jogadores –-a exemplo de Jobson, Souza e Ricardinho-– ocupa apenas a 16ª colocação, com 11 pontos, a dois da zona de rebaixamento.
O empate diante do Coritiba, em Pituaçu, não apenas manteve o jejum de cinco jogos sem vencer em casa no Nacional, mas também proporcionou uma situação um tanto quanto inesperada ao lateral durante a partida. A partir dos 30 minutos do segundo tempo, a cada toque dado na bola por ele, a agora impaciente torcida tricolor vaiava o ala até então intocável.
"É chato não vencer. Mas só nós jogadores podemos superar isso. Peço um pouco mais de calma à torcida. Sinto por isso, mas temos que responder dentro de campo. Sei que eles nunca nos abandonarão. Vamos melhorar, tenho certeza disso”, ressaltou, para em seguida levantar, acenar positivamente e seguir em direção à academia, onde fez treino à parte.
EC Bahia(Adaptado)





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