No jogo contra o Atlético-BA consegui perceber o esquema tático de Vágner Benazzi, o Bahia joga (ou tenta jogar) em um 4-2-1-2-1. Marcos, Thiego, Titi e Dodô fazem a primeira linha de quatro, Helder e Marcone são os dois volantes, Boquita é o médio central, Camacho (pela esquerda) e Zezinho (pela direita) são os dois homens que se aproximam do único atacante Rafael.
O grande problema do Bahia é a distância entre os setores, os volantes raramente passam do meio campo e servem exclusivamente para protegerem os zagueiros, os laterais sobem pouco, como não existe conversa entre os volantes e os meias de criação, Boquita fica isolado e malmente participa do jogo. Rafael fica pedindo a Deus para sobrar uma bola...
O passe, que deveria ser uma premissa para o futebol, no Brasil é uma grande virtude, raramente achamos um jogador com qualidade nesse fundamento. Eu acredito que a solução para este defeito dos jogadores é facilitar o passe, no entanto para isto acontecer é preciso um time compacto. No parágrafo passado mencionei que o grande problema do Bahia é a distância entre os setores, o motivo é simples: Distância entre os jogadores = Passes mais longos. Mas, se é difícil acertar um passe de dois metros, como vão acertar um de dez?
No Bahia de Benazzi quase sempre os jogadores são obrigados a fazer passes compridos e lançamentos, a maioria deles não tem esta qualidade, junta-se a isto o péssimo nível dos gramados do interior da Bahia e o resultado é uma chuva de passes errados, lançamentos sem destino, futebol feio e dependência da individualidade de alguns (raros) jogadores.
Tiago Mendes






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